Editorial publicado no jornal Gazeta das Praias na edição 312 de 28 de julho a 4 de agosto
Pró-empresas em São Francisco do Sul
Quem entra nessa barca furada contra o desenvolvimento de São Francisco do Sul deve pensar nas próximas gerações. Até quando dependeremos de Joinville para termos emprego e renda? Por que não ganharmos nosso salário em nossa própria cidade. Por que “travar e segurar” o progresso econômico da cidade? Será que lá em Joinville votam moções contra o nosso desenvolvimento? Será que eles se preocupam e votam moções contra a chegada de investidores à cidade, como a GM (General Motors) e tantas outras empresas que obviamente, derrubam morros, desmatam a mata da Floresta Atlântica?
Se em Joinville tem fábrica, indústrias, emprego e renda, obviamente tem um comércio forte, dinâmico e diversificado, por que em São Francisco do Sul não poder se desenvolver em harmonia com um ambiente sustentável? Se hoje o município não tem mais indústrias, não tem um comércio fortalecido, um segmento turisticamente consolidado, resta para nossa região um pobre e triste cenário de baixa renda e limitados empregos. Até quando suportaremos conviver com um economia fraca, pouco diversificada e sem competitividade? Aonde queremos chegar se continuarmos a ter que ir para Joinville para estudar, trabalhar, comprar e se divertir?
Estranho é observar de braços cruzados os vereadores joinvilenses que fecham os olhos para o avanço irregular sobre a área ambiental de Joinville e se preocupam com São Francisco do Sul como se fosse o quintal de sua casa. Não percebem eles que a maior agressão ao sistema ambiental Babitonga são os resíduos produzidos em Joinville? Como isso é possível um vereador tentar legislar em município alheio, se não conseguem resolver seus próprios problemas? Portanto, conclamamos a toda nação francisquense para lutar pelo desenvolvimento sustentável do município e que venham sim os empreendimentos necessários ao progresso desta geração e das que virão no futuro.
Agora vem a Paranapanema S/A, o porto da Mar Azul, entre outras que estão na pauta e aguardam o devido licenciamento para suas instalações e para começarem a operar e produzirem no município. Contrário são alguns joinvilenses que veraneiam em São Francisco do Sul que já estão se mobilizando contra estes empreendimentos. São pessoas que já têm a sua fonte de renda bem definida, bem resolvida, consolidada. Não precisam de nada da cidade além de conforto. Claro que serão contrários a um empreendimento que vai alavancar São Francisco do Sul. Na cabeça deles, deveria ser melhor que empresas como a Paranapanema fosse para Joinville. Ou não?
Enquanto que os municípios vizinhos têm vivenciado nos últimos anos a vinda de bons e grandes empreendimentos, que geram emprego e renda aos seus munícipes, como é o caso de Araquari, Piçarras, Barra Velha, Garuva e Itapoá que vivem novos momentos de suas histórias econômicas, São Francisco do Sul tem que se contentar em observar os seus vizinhos em uma arrancada acelerada para desenvolvimento e progresso de sua gente. Até quando? Fica a pergunta aos nossos filhos e herdeiros.