O que vale mais?

Enquanto a Prefeitura de São Francisco do Sul vem conversando com empresários brasileiros e estrangeiros de olho no desenvolvimento econômico de São Francisco do Sul – fundamental – para a cidade, entidades que se autodenominam protetoras do meio ambiente fazem de tudo para fazer com que o potencial do município para o futuro fique restrito a exploração dos espaços naturais que infelizmente tem uma contribuição restrita na geração de emprego e renda, e também, na qualidade de vida dos cidadãos franscisquenses.

Em e-mail recentemente multiplicado pela internet questionando o posicionamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que indicou a baía da Babitonga como um dos locais potenciais para a instalação de um estaleiro, a bióloga Marta Cremer deixa claro o seu posicionamento atrasado e tacanho sobre o desenvolvimento econômico da cidade.
Cabe aqui um questionamento: o que seria melhor para a senhora Marta Cremer? Uma cidade sem a geração de emprego e renda, dependente dos municípios vizinhos da região Norte do Estado ou uma cidade com autonomia, preparada para o futuro e antenada com os melhores projetos empreendedores que se atentam obviamente à sustentabilidade ambiental?

O que seria de São Francisco do Sul se não fossem as poucas, mas importantes empresas que se instalam em seu território. Teriam os francisquenses a mesma renda e emprego se não existissem na cidade empresas pujantes e empregadoras, e duramente criticadas pela bióloga Marta Cremer?

O que a senhora Marta Cremer demonstra com seu pensamento atrasado e, por que não dizer, inconseqüente, é que, na verdade, ela pouco se importa com os cidadãos francisquenses. Sim, porque ela não depende da cidade para ganhar o seu salário. O mesmo pode-se dizer de algumas ONGs autodenominadas de ambientalistas e de alguns indivíduos que igualmente preocupam-se mais com questões comerciais e políticas do que propriamente com o crescimento de uma cidade que desde 1504 luta pra ser um grande centro de economia marítima.

Falando nisso, o Porto de São Francisco do Sul comemorou no dia 1º de julho 55 anos de atividades. O porto cresce e se desenvolve, e a custa de que? Das empresas que fazem dele a sua porta comercial para o mundo. Lutando como a senhora Marta Cremer luta para que a cidade de São Francisco do Sul torne-se, utopicamente, um santuário imaculado de proteção ambiental, onde qualquer fumaça mais mal cheirosa ou um píer que avance de forma ambientalmente correta sobre a baía da Babitonga, sejam alvos de ataques gratuitos e comprovadamente sem argumentos técnicos ou científicos, contrários ao desenvolvimento da cidade.

O que vale mais? Radicalizar de vez os empreendimentos propostos para o Município de São Francisco do Sul conforme bandeira da bióloga Marta Cremer e companhia não gerando emprego algum ou um emprego em um empreendimento sério e ambientalmente sustentável, como proposta do Terminal Mar Azul, que gere renda à população e ao município.