Editorial publicado dia 14/07/2010 no jornal Gazeta das Praias de São Francisco do Sul.
São Francisco do Sul deve urgentemente colocar em prática em níveis governamental, empresarial e comunitário uma campanha em prol do desenvolvimento econômico da cidade. O prefeito Luiz Zera está fazendo a sua parte. Na semana passada mesmo, recebeu em seu gabinete os executivos da empresa Paranapanema S/A, de São Paulo, que tem interesse em instalar na cidade a sua mais moderna fábrica de laminação de cobre. Um investimento de US$500 milhões que vai gerar mais de 400 empregos diretos e indiretos em nossa cidade.
Polêmico , mas importante – Outro grande empreendimento em nossa cidade, que certamente pode ser considerado um modelo de construção de baixo impacto, é o Terminal Marítimo Mar Azul. Os ambientalistas de plantão são contrários ao empreendimento e desatam um rol de impropérios contra a instalação do terminal e do Centro de Distribuição de Cargas. Para quem não sabe, as cargas são para alimentar a linha de produção da ArcellorMittal.
Quem conhece o projeto sabe que o projeto é bom, viável e ambientalmente correto. Se a Companhia de Navegação Norsul anuncia que atualmente, com o seu modesto escritório em frente ao restaurante do trapiche, já emprega francisquenses, é de se acreditar que a obra pronta irá gerar mais empregos e renda para a cidade. Assim como estão fazendo com o Mar Azul, estes “ambientalistas” também farão com a Paranapanema o mesmo, ou seja, com argumentos variados irão dizer que a instalação da Paranapanema será um desastre ambiental. E aí fica a pergunta: até quando São Francisco do Sul vai ficar à mercê de pensamentos antiprogressista quando na verdade estas mesmas pessoas deveriam lutar para projetar um futuro mais promissor para seus herdeiros e familiares. Este sim seria um papel cidadão responsável para consigo mesmo e para o futuro das próximas gerações.
Esta campanha irracional de “aqui não” nos levará a uma terra do “nunca teve”. Então é hora de mudar este paradigma e estimular sim um desenvolvimento socioeconômico sustentável e harmonioso com o meio ambiente. Isto é inteligente e não impede o sagrado direito de progresso da natureza humana. Portanto, que venham os bons empreendimentos. Que venham valorizar nossa bela área verde que possamos fazer aqui o nosso futuro, ainda que tardio.